É com profunda tristeza e revolta que recebemos a confirmação na noite de ontem, 4 de maio, da primeira morte de um indígena na região Sudeste por Covid-19. O sentimento de indignação é ainda maior por se tratar de uma criança do povo Guarani de apenas um ano de idade. A morte aconteceu no dia 21 de março na Terra Indígena Tenondé-Porã, em São Paulo. O resultado do exame com teste positivo para o novo coronavírus saiu apenas ontem, 1 mês e 13 dias após a morte.

De acordo com informações da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), outras crianças da TI tiveram síndrome respiratória aguda grave, algumas foram internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da região. Dentro da TI uma mulher também testou positivo para a doença.

Parentes, esse vírus não é uma “gripizinha” como disse Bolsonaro e muito menos atinge apenas idosos. Um bebê, do povo Pipipã, recém nascido de apenas 3 dias morreu no dia 30 de abril, no município de Floresta, em Pernambuco. O resultado dos exames que confirmam a morte do bebê para o novo coronavírus foi divulgado ontem, 4 de maio, pela prefeitura de Floresta, que informou em nota que o recém nascido morreu dentro de casa.

Com essas duas confirmações de mortes, chega a 30 o número de indígenas mortos por Covid-19 em todo o país. 29 povos estão sendo diretamente afetados pelo vírus, que já chegou nas regiões Norte, Sul, Nordeste e Sudeste. Até o momento a maior quantidade de mortes e infectados entre indígenas está na Amazônia, com 27 casos.